• 08/04/2020

    Com o intuito de combater o avanço do novo coronavírus, o COVID-19, diversas ações estão sendo feitas no campo da saúde, educação e pesquisa. O médico e docente da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais, professor Leandro Duarte, é um dos profissionais da área da saúde que integra a rede de boas iniciativas no combate à doença.

    Diante da escassez de equipamentos de proteção individual, os EPI’s, utilizados por profissionais da saúde na linha de frente ao combate do coronavírus, o professor Leandro decidiu reunir um time colaborativo para produzir um equipamento de auxílio. Neste projeto, o protetor facial de PETG, também conhecido como face shield, é confeccionado em impressoras 3D (aro da cabeça) e montado manualmente com as “faces” (frentes de PETG cortadas em equipamento a laser). Pensando no conforto do profissional, Leandro testou diversos modelos e, após 5 tentativas, obteve-se um formato de utilização mais confortável e que pode ser impresso em um tempo viável de produção.

    Incorporada como reforço adicional, a máscara de PETG serve para proteger médicos e enfermeiros contra as projeções diretas de gotículas de saliva e impede que o profissional tenha contato com as mucosas do olho, nariz e boca ao tocar o próprio rosto.“A face shield deve ser empregada como barreira física que deverá ser usada na frente do rosto. De forma alguma este equipamento substitui a utilização de outros equipamentos de proteção, como a máscara N95 ou máscara cirúrgica. Ele é um protetor adicional muito importante”, ressalta o professor.

    Foto: Douglas/French Press

    A Anvisa, agente de controle sanitário vinculada ao Ministério da Saúde, publicou um decreto, RDC Nº 365, no dia 23 de março, que permite, de forma extraordinária e temporária, a fabricação de dispositivos médicos sem a notificação ao órgão, porém é necessário manter as devidas exigências de controle sanitário.

    O professor da FCM-MG, junto a um time colaborativo que envolve empresas e pessoas físicas que possuem a impressora 3D, doadores das placas de PETG, colaboradores na logística envolvida (insumos, entrega, contatos), já produziu mais de 400 protetores faciais. Os protetores já começaram a ser entregues nas instituições de saúde, sendo 72 para anestesistas do Hospital João XXIII, 36 para anestesistas da Santa Casa, 26 para plantonistas da UPA Justinópolis (Ribeirão das Neves), 16 para UPA Jardim Canadá (Nova Lima), 40 para médicos do SUS de Nova Lima e o Hospital Eduardo de Menezes receberá mais de 100 máscaras.

    REFORÇO NA PREVENÇÃO

    Ilustração: Flávio Markiewicz

    Com o intuito de reforçar as ações de prevenção ao novo coronavírus e disponibilizar informações precisas e com transparência, o professor Leandro Duarte, em cooperação com o Engenheiro de Software Fábio Paiva, desenvolveu um robô para comunicação de informações sobre o novo coronavírus.

    Para ter acesso às notícias, o usuário precisa mandar uma mensagem pelo WhatsApp com o assunto desejado, em seguida o robô, batizado de “COVID19-bot”, fornece informações e dados confiáveis. “Existe um time de voluntários, compostos por alunos e docentes da FCM-MG, que estão ajudando na formação da base de conhecimento do robô”, esclarece o professor. A ação visa combater as fake news que circulam na internet e oferecer à população um canal confiável de notícias.

    Lançado no dia 03 de abril, o banco de dados do COVID19-bot oferece respostas a 70 perguntas que abrangem desde contestação de fake news até os dados atualizados da doença no Brasil. Para ter acesso à informações clique aqui.

    Questionado sobre a inspiração de criar a rede, o professor Leandro, em entrevista para o jornal Estado de Minas, cita seu juramento médico como um dos motivadores. “Sou médico e professor, jurei salvar vidas e a única coisa que eu quero fazer é isto, levar informação para o maior número de pessoas possíveis”, enfatizou.

    Ao jornal O Tempo, o professor Leandro falou sobre a importância do canal. “É preciso que a informação chegue em quem não está chegando. O que temos a fazer é aceitar o que a ciência tem a nos dizer”, ressalta o professor.

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    Informe Feluma (Fundação Educacional Lucas Machado)

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