• 09/07/2019

    A operação de internacionalização da Faculdade Ciências Médicas através de internatos para os alunos da graduação começou a ser colocada em prática em 2018 e se consolida em 2019 com a inscrição de 17 alunos nos editais abertos pela instituição.

    A primeira parceria foi fechada com a Universidade de Miami, nos Estados Unidos e hoje já se estende para instituições da Europa e América Latina. No ano passado a primeira aluna de medicina, Mariana Nunes, concluiu com sucesso o internato de 10 semanas em urgência e emergência no estado americano, abrindo caminho para novos alunos e novas parcerias.

    Para 2019, 14 alunos se inscreveram para diversos internatos oferecidos pela Faculdade Ciências Médicas em Miami. No primeiro semestre, seis alunos fizeram a experiência internacional nas áreas de urgência /emergência, cirurgia e pediatria e no segundo semestre será feito um rodízio com os demais estudantes.

    Podem se inscrever alunos do 4º e do 5º ano de medicina que farão os estágios durante o 5º ou 6º anos do curso, previstos na grade curricular como etapas dedicadas aos internatos. Os alunos arcam com as despesas próprias, ficando a cargo da faculdade a taxa de internato e o seguro escolar. Para participar, o aluno precisa preencher alguns requisitos para ter acesso à internacionalização. O primeiro é o domínio da língua inglesa com apresentação de diploma de proficiência avançada, e o segundo é ter média acima de 80% na Faculdade Ciências Médicas.

    Além da consolidação da parceria com a Universidade de Miami, os convênios assinados com a Universidade de Kansas, também nos Estados Unidos, e Lille na França abriram os primeiros editais em 2019.

    Para a Universidade de Lille, são 2 vagas ofertadas para 2020 no Internato em Saúde do Idoso e 1 vaga em Cirurgia. A universidade francesa se destaca na área do envelhecimento e esta parceria também abre portas para residentes em geriatria. O acordo está em fase inicial, mas segundo a assessora de Relações Internacionais Corinne Andree Imbs, as oportunidades vão se estender, também, aos alunos dos cursos de Fisioterapia, Psicologia e Enfermagem, além da Pós-Graduação em Lato sensu e Stricto sensu.

    Já o edital para a Universidade de Kansas, nos EUA, oferece vagas para alunos do curso de fisioterapia na disciplina de Fisioterapia Neurológica que trata a reabilitação de pacientes de pós-AVC, Alzheimer e Parkinson. No caso da Fisioterapia, o estágio tem duração de 8 semana e será ofertado entre os meses de outubro e novembro de 2019 com ajustes na grade curricular. Corinne explica que nos demais curso da Faculdade Ciências Médicas, o estágio previsto em lei funciona em meio período, não é dedicação exclusiva como acontece com a medicina. Mesmo assim, a faculdade se empenha para proporcionar a todos a oportunidade de uma experiência de aprendizado internacional.

    O Programa de internacionalização da Faculdade Ciências Médicas

    Hoje os alunos das Ciências Médicas, tanto da Faculdade como da Pós-Graduação encontram na instituição diversas oportunidades internacionais de aprendizado. No lato sensu, o curso de especialização em Cirurgia Robótica pode ser feito em Miami e Chicago na Universidade de Illinois. Em Portugal, uma parceria na cidade de Matosinhos garante aos alunos da pós em DRG uma disciplina optativa na Unidade de Saúde que é referência na utilização desta ferramenta de Grupo de Diagnóstico. Além dela, a faculdade tem parceria com o Instituto de Oncologia de

    Porto para residentes e especializandos de gastrenterologia e endoscopia digestiva. Na Pós-graduação stricto sensu existem parcerias para pesquisa nas universidades de Oxford e do Texas.

    Na América Latina, a Faculdade fechou recentemente acordo com a Universidade de Montevideo, onde alunos de graduação e pós poderão fazer residência e internato na área de Urologia.

    Corinne avalia o processo de internacionalização, que começou há pouco mais de um ano, como um sucesso: “O primeiro passo, que era colocar os acordos para funcionar, foi muito bem desenvolvido, mas a gente sabe que daqui para frente tem muita coisa para ser feita”, comemora.

    Alunas da França no Internato Rural

    A Faculdade Ciências Médicas começa em agosto de 2109 uma nova experiência internacional. O Departamento de Saúde Coletiva receberá 2 alunas de medicina da Faculdade de Medicina de Estrasburgo, na França. Elas terão a oportunidade de participar e compartilhar das mesmas experiências e aprendizagens dos alunos da CMMG no âmbito de um Sistema de Saúde de uma cidade do interior.

    CLEV – Coordenação Local de Estágios e Vivências

    Os estudantes de medicina da CMMG participam da rede DENEM (Direção Nacional dos Estudantes de Medicina). Essa participação propicia a integração com faculdades de medicina do mundo inteiro que são membros da rede IFMSA. Essa parceria possibilita enviar nossos alunos e também receber alunos estrangeiros de graduação em medicina para experiências de 4 semanas. Durante o mês de julho de 2019, teremos 3 estudantes estrangeiros no Hospital Universitário Ciências Médicas e em agosto, o Hospital recebe mais 4 estudantes.

  • 25/06/2019

    No dia 13 de junho, o auditório da Feluma, Fundação Educacional Lucas Machado, foi palco da segunda edição de 2019 da Cátedra Lucasiana da Feluma e da Faculdade Ciências Médicas, que trouxe o tema “Envelhecimento”. Um assunto importante para o Brasil que, já em 2020, terá cerca de 30 milhões de idosos, com tendência de crescimento dessa faixa etária a partir dos 60 anos e, neste cenário, conhecer melhor este público se torna uma necessidade.

    Com base nisto foi proposto o tema e o professor doutor Geraldo Magela Gomes da Cruz abriu as palestras da noite com o painel “Abordagem biopsicossocial do envelhecimento”.  O catedrático colocou em pauta a pergunta “Como encarar o envelhecimento? ”, e ao longo da apresentação, respondeu a questão passando pelos três registros do ser humano: o biológico, o psíquico e o social.  O professor explicou que o biológico é o próprio envelhecimento do corpo, que vai mexer com o indivíduo, dentro dele, e na vida em sociedade.  No registro psíquico do idoso, destacou como as mudanças do corpo vão impactar na própria aceitação do envelhecimento e, no registro social, lançou outros 3 questionamentos: como é que eu me vejo velho? Como eu, velho, vejo a sociedade em que eu vivo? E o último: como é que a sociedade me vê como velho?

    A segunda palestra da Cátedra foi dada pelo professor Dr. Ulisses Gabriel Vasconcelos Cunha, que abordou o tema “Avaliação do paciente idoso”. O geriatra destacou o idoso como um paciente que precisa ser olhado no todo, visto que os tratamentos têm que ser muito individualizados, e apontou como um erro a mania das pessoas de colocarem a culpa de alguns problemas na idade e com isso adiarem um diagnóstico precoce de alguma doença.

     

    Depois, foi a vez do professor Dr. Carlos André Freitas dos Santos, de São Paulo e egresso da Faculdade Ciências Médicas, de subir ao palco para tratar do tema “Promoção da saúde do idoso”. O geriatra destacou que nesta fase da vida é muito importante uma alimentação rica em proteína associada a atividades físicas.  Ele explicou o que seria de fato a chamada “qualidade de vida”, que, para o idoso, pode ser alcançada desde que haja uma preocupação com a dieta e os movimentos que realmente estimulem respostas no corpo do idoso.

     

    Ao final, os painéis apresentados foram comentados pela também geriatra Dra. Débora Pereira Thomaz que de forma muito descontraída chamou atenção para os idosos como uma parcela da população que merece, sim, cuidado especial, e está protegida, inclusive por um estatuto, assim como as crianças e os adolescentes. A médica frisou que para dar a assistência necessária é preciso também mais médicos na área. Hoje, são 1.200 geriatras para atender a uma população de idosos que está próxima dos 30 milhões.

     

    Homenagens

     

    A segunda Cátedra Lucasiana da Feluma e da Faculdade Ciências Médicas de 2019 também foi marcada por duas homenagens. A primeira foi dada ao Professor Eustáquio Afonso Araújo, em reconhecimento ao prêmio concedido pelo Conselho Americano de Ortodontia, e a segunda ao Advogado Doutor Leonardo Canabrava Turra, pelos relevantes serviços prestados à Instituição.

     

     

  • 25/06/2019

    No andar térreo da Faculdade Ciências Médicas o público pode conferir parte do acervo do artista plástico Marcelo Miranda. Para surpresa de muitos, o professor Marcelo, como é conhecido na instituição onde trabalha há mais de 30 anos, sendo os últimos como vice-diretor e atualmente como diretor acadêmico da Pós-graduação Ciências Médicas, sempre dividiu a carreira acadêmica com as artes.

    O gosto pelo desenho começou ainda menino. Em 1978, já na faculdade de Fisioterapia chegou a cursar também Belas Artes, mas acabou se dedicando mesmo à profissão de fisioterapeuta, sem nunca deixar de consumir e expressar arte. Em 1984, uma coleção com 12 desenhos entraria para a história do artista. Ele guardou as peças e, hoje, elas estão expostas no Espaço de Cultura da Faculdade.

    A exposição “Marcelo Miranda – O olhar aguçado pela Arte” reúne 22 peças e está dividida em dois momentos de criação do artista. Os desenhos livres, que retratam cenas de circo e programas de auditório, marcam a primeira fase. São peças em tamanhos reduzidos feitas em nanquim a caneta, que segundo o artista expressam momentos de vida, mas sempre com o foco na figura humana.

    E isso também é uma característica da segunda fase do artista, que em 2002, encontrou na pintura uma outra forma de fazer arte e de se expressar. Marcelo conta que se encantou pela cor – até então não fazia nada colorido – e descobriu na tinta e no pincel instrumentos de trabalho para toda a vida.

    Na exposição, esta nova fase do artista está revelada em 10 grandes painéis. No novo estilo há cenas, pinturas abstratas e figurativas que predominam, mas em todas as telas a figura humana se faz presente, mesmo que escondida. Para o artista, isso pode estar ligado à formação dele que lida com o corpo, mas prefere não dar um sentido às telas, nem títulos, justamente para não influenciar o visitante. Marcelo explica que gosta de ver as pessoas descobrindo as pinturas por si mesmas: a maioria busca semelhança com algo e vê coisas que ele nunca imaginou.

    Na abertura da exposição, o professor e artista Marcelo Miranda apresentou as obras a vários colaboradores das Ciências Médicas que prestigiavam a mostra. Para ele, ter os quadros expostos na Faculdade é motivo de muito orgulho e também um desafio, já que vai gerar nas pessoas uma associação entre o Marcelo, que tem uma vida ligada à instituição e o artista, que eles não conheciam. “ Quase todo artista gosta de ser criticado, gosta de ser avaliado, não necessariamente de agradar, mas saber de que forma as obras chegam nas pessoas, e despertar isso aqui na minha casa, nas Ciências Médicas, é muito bom”.

    A Exposição “Marcelo Miranda – O Olhar Aguçado pela Arte” pode ser visitada até o dia 27 de julho no andar térreo da Faculdade Ciências Médicas.

     

  • 25/06/2019

    O Hospital Universitário Ciências Médicas incentiva a doação e orienta para a necessidade desse gesto de solidariedade.

    No mês em que se comemora o Dia Mundial do Doador de Sangue o estado de Minas vive um período com grande número de casos de dengue. Um problema que além de reduzir a quantidade de doadores, também acaba demandando mais sangue para pacientes com dengue que precisam de transfusão de plaquetas, de hemácias e muitas vezes o fornecimento pela Fundação Hemominas fica comprometido para atendimento eletivo.

    O reflexo é sentido nos hospitais da capital e no Hospital Universitário Ciências Médicas, não é diferente. A instituição que atende 100% pacientes do SUS, faz cirurgias de alta complexidade, como cardíacas e transplantes renais e para isso realiza, em média, 210 transfusões por mês.

    Para garantir o atendimento o HUCM conta com uma Agência Transfusional, com FREEZER, geladeiras e agitador de plaquetas adequados ao armazenamento dentro das normas técnicas. O local funciona 24h por dia para atender a todos os pacientes de cirurgia, CTI e unidades de internação.

    Por isso falar sobre a necessidade da doação de sangue é sempre muito importante, mas o que representa na prática doar sangue? O que acontece com o sangue doado? Você sabia que existe doação total e doação por aférese? Vamos conhecer um pouco mais do processo de doação com a Hematologista Patrícia Fischer Cruz, responsável pela Agência Transfusional do Hospital Universitário Ciências Médicas.

    Ela explica, que o sangue é produzido na medula óssea e contém várias células sendo 3 as mais importantes: hemácias, que levam oxigênio para os órgãos do corpo, os leucócitos, responsáveis pela defesa e as plaquetas, que ajudam na coagulação. Mas não é só isso, o sangue contém o plasma, que tem outros fatores de coagulação. Lembrando que a coagulação do sangue evita que o paciente tenha hemorragia.

    Com estes componentes o sangue que circula no nosso corpo é chamado de Sangue Total e por isso existe a doação total, feita por um adulto que consegue doar uma bolsa de sangue. Este sangue vai para um setor chamado de fracionamento onde é feita a separação destes componentes em 1 bolsa de hemácias, 1 unidade de plaquetas, 1 unidade de plasma fresco congelado e 1 unidade de CRIOPRECIPITADO, originário do plasma, que também ajuda a tratar problemas de coagulação.

    Esta doação de sangue total é a mais comum, mas existe também a doação por aférese que pode salvar mais vidas. Neste caso o doador fica associado a uma máquina que centrifuga o sangue e separa as células, como explica a dra. Patrícia:

    “Hoje é muito comum a doação de plaqueta por aférese, onde um único doador consegue doar de 8 a 16 unidades de plaquetas. Só para se ter uma ideia, quando um paciente precisa de plaquetas usa por quilo de peso. Então, um homem de 50 kg precisa de 5 unidades de plaquetas. Se for por doação normal este paciente vai precisar de 5 unidades de doadores diferentes, no caso da aférese ele vai precisar de apenas 1 doador”.

     

  • 21/05/2019

    A Faculdade Ciências Médicas inaugurou no dia 14/5, o Centro de Memória, localizado no térreo da Faculdade.

    Na ocasião, mais de 130 pessoas participaram, entre representantes da Academia Mineira de Medicina, dirigentes de museus, centros históricos e de cultura de Belo Horizonte, lideranças e profissionais da FELUMA, e doadores eméritos do Centro de Memória.

    Durante a solenidade, a museóloga e historiadora, Paola Cunha, fez a abertura e explicou o processo de composição do espaço. Em seguida, o curador, prof. Geraldo Magela Gomes da Cruz, ressaltou a importância da iniciativa para preservar e disseminar a história institucional e inserir a cultura no ambiente acadêmico da educação e ensino. Em seguida, Dr. Lucas Machado destacou momentos relevantes da trajetória do pai, fundador da Instituição, na época em que exercia a Medicina, e Dr. Wagner Eduardo Ferreira agradeceu a participação de todos, convidando os presentes para conhecer o Centro de Memória.

    O acervo conta com mais de 1.500 peças históricas que retratam a trajetória da instituição ao longo de quase sete décadas. Dessas, cerca de 350 estão em exposição, podendo ser vistas pelos visitantes. O Centro começou a ser montado, em 2016, com curadoria do professor Geraldo Magela Gomes da Cruz.

    Dois anos mais tarde, em 2018, o trabalho de higienização e catalogação do acervo foi iniciado. Foram identificados recursos didáticos, como projetores de slides e retroprojetores, materiais de laboratório, equipamentos usados em consultas e tratamentos, livros, mobiliário, fotografias, documentos institucionais e muitos outros objetos.

    O Centro de Memória já está aberto ao público, de segunda à sexta, das 10h às 17h. Para saber mais, entre em contato pelo telefone 3248-7248 ou pelo e-mail centrodememoria.feluma@feluma.org.br.

     

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