• 29/11/2018

    O primeiro módulo da Cátedra Lucasiana – Arte e Ciência da Faculdade Ciências Médicas, criada em 2018, foi divido em quatro encontros. O primeiro foi sobre caráter, ética moral, leis e conduta, o segundo discutiu morte e o terceiro suicídio. Na terça-feira, dia 27 de novembro, a Cátedra promoveu o último encontro do ano e trouxe como tema “Respostas a Sequelas na área da saúde”.

    A frente da Cátedra está o doutor professor Geraldo Magela que na oportunidade lançou o livro “CÂNCER NO RETO: MEU PACIENTE E EU“.

    Mas afinal, o que é a Cátedra Lucasiana – Arte e Ciência?

    A Cátedra Lucasiana – Arte e Ciência da Faculdade Ciências Médicas foi fundada com base na Cátedra Lucasiana de Matemática da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, criada em 1663. Na época a proposta supra curricular, não vinha atender uma faculdade de Cambridge, mas estar acima de todas elas, com a finalidade de discutir a ciência da matemática.

    A Cátedra de Cambridge foi aprovada em 1664, pelo então rei Carlos II e o nome Lucasiana foi uma homenagem ao fundador, Henry Lucas.

    Começou aí a história dos catedráticos ou lucasianos, um dos postos mais respeitados do mundo. Em mais de 300 anos o posto vitalício já foi ocupado por 17 professores de ciências matemáticas da Universidade, entre eles Isaac Newton e Stephen Hawking.

    Cada catedrático, dentro de seu momento histórico, promoveu eventos para a universidade inteira e convidados, apresentando temas epistémicos, temas estruturais e conjunturais do que acontecia no mundo na época.

    Com está mesma proposta, porém em área diferente do conhecimento o neurocirurgião, professor, teatrólogo e doutor Jair Raso, propôs a criação de uma Cátedra Lucasiana para a Faculdade Ciências Médicas. Uma ideia abraçada pelo presidente da Feluma, Dr. Wagner Eduardo Ferreira e colocada em prática em 2018, após aprovação da Congregação da Faculdade e Conselho Deliberativo.

    Para assumir a cátedra foi escolhido o doutor Geraldo Magela pela grande capacidade de transitar por várias áreas do conhecimento. Além de doutor na coloproctologia, o professor também atua na psicanálise, nas artes e na cultura, coordenando atualmente o Centro de Memória da Faculdade Ciências Médicas.

    A Cátedra Lucasiana da Faculdade Ciências Médicas, diferentemente da Cátedra de Cambridge não tem finalidade nas ciências matemáticas, mas na cultura, com o objetivo de promover esta cultura a partir da ciência, arte, filosofia, literatura e pensadores.

     

  • 23/11/2018

    Quando o assunto é câncer de próstata não adianta fugir do assunto, o exame de toque é fundamental na prevenção da doença. Muitos homens ainda correm do exame e acabam descobrindo mais tarde a doença em estado avançado, o que dificulta o tratamento.

    Para quem tem preocupação com a prevenção, e descobre a doença no início encontra na cirurgia robótica inúmeras vantagens como o alto índice de cura. Agora, nos casos de retirada da próstata, a vantagem da robótica em relação a cirurgia convencional é o baixo risco de sequelas como, incontinência urinária e impotência.

    Mas vamos enumerar outros benefícios que fazem o procedimento ser cada vez mais procurado. Nesta cirurgia, o robô oferece ao médico imagem 3D, ampliada em 10 vezes, além disso não há risco de tremor na cirurgia, porque o médico comanda o robô por um console. Tudo isso torna o procedimento muito preciso e delicado, o que permite um dano menor ao tecido, com menos sangramento e muito menos dor.  Tem paciente que nem chega a tomar medicamento para dor e recebe alta hospitalar com menos de 24 horas de internação, quando o normal são 2 dias.

    Se o homem antes da cirurgia de próstata tinha ereção, a preservação dela na cirurgia robótica tende a ser garantida. A impotência masculina só não é preservada nos casos em que a doença comprometeu os dois feixes de nervos, que existem ao lado da próstata e são responsáveis pela ereção.

    A cirurgia robótica é um procedimento de última geração disponível em BH deste de 2016 graças a iniciativa da FELUMA, a Fundação Educacional Lucas Machado, que trouxe o primeiro robô para Minas Gerais, em parceria com o Hospital Vila da Serra. Hoje a Fundação possui dois robôs, sendo o segundo instalado no Hospital Felício Rocho. Juntos os dois hospitais já realizaram, em 2 anos, 600 cirurgias robótica, sendo a maioria, 357 no tratamento do câncer de próstata.

  • 22/11/2018

    A abertura do curso in Company de Pós-graduação Lato Sensu em Gestão Hospitalar, no dia 20 de novembro, reuniu diretores do Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro (HMDCC) e da Fundação Educacional Lucas Machado (Feluma), na presença do presidente Dr. Wagner Eduardo Ferreira, do superintendente Flávio Amaral, do diretor geral da Pós-graduação Ciências Médicas professor, Antônio Vieira Machado e da diretora acadêmica da Pós-graduação professora, Kely Pereira.

    A aula inaugural foi proferida pelo ex-ministro da Saúde, Arthur Chioro, que apresentou um histórico do SUS, os números, os desafios e as saídas para crise, destacando entre elas a formação de gestores hospitalares. Para encerrar a noite de abertura do curso, o presidente da Feluma destacou a participação fundamental do terceiro setor no atendimento à saúde pública pelo SUS e falou da parceria com o hospital, que além de oferecer a especialização aos gerentes de saúde, fará do HMDCC um campo de estágio para os alunos de medicina, psicologia, fisioterapia e enfermagem da Faculdade Ciências Médicas.

    O Curso in Company de Pós-graduação Lato Sensu em Gestão Hospitalar, oferecido ao conjunto de lideranças do hospital, vai levar fundamentos e instrumentos para aperfeiçoamento da gestão e da assistência, considerando as singularidades do hospital e do SUS, o Sistema Único de Saúde de BH.

    No caso do Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro, que foi construído e é administrado por uma PPP, Parceria Público Privada, o curso foi elaborado para atender a esta natureza jurídica singular, oferecendo disciplinas voltadas para a gestão de contrato público privada, para o papel do hospital na rede SUS de BH, dentre outras. Ao todo, 45 gerentes de diversas áreas do hospital vão participar do curso que terá duração de 1 ano, unindo teoria e prática. Ao final, os alunos devem apresentar um projeto de intervenção na gestão das diversas áreas do hospital.

    A criação do curso também abre possibilidades para atender à demanda de formação interna para outros hospitais públicos ou privados, atendendo a realidade de capacitação de cada um.

     

     

  • 22/11/2018

    O evento vai contar com a presença do urologista, professor de Urologia da Faculdade de Miami e preceptor dos alunos da FCM-MG,  Dr. Bruno Nahar. Na palestra sobre o intercâmbio, Estado Unidos – Minas Gerais, ele vai apresentar a Universidade americana e explicar falar como é feito o rodízio dos alunos do internato. Como preceptor, ele tem a missão de receber e direcionar os estudantes de acordo com as necessidades e a área de estudo escolhida por cada um, dentro das diretrizes do MEC, que determina quantas horas e o formato do internato.

    Mariana Nunes, aluna piloto neste projeto de internacionalização, também vai participar do evento com uma palestra sobre a experiência dela na Universidade de Miami. Foram 14 semanas de internato, atuando na urgência /emergência. Oportunidade que a partir de 2019 vai se estender a outros alunos do curso de medicina da FCM-MG, e futuramente aos demais cursos da Faculdade.

    Na oportunidade, também estará presente a Cônsul dos Estados Unidos em Belo Horizonte, Rita Rico, que falará sobre a política de intercâmbio acadêmico dos Estados Unidos no Brasil.

    O evento será no dia 7 de dezembro de 2018, sexta-feira, de 17h30 às 20 horas, no Auditório Paulo Emílio Tupy da Fonseca – 5º andar – FCM-MG.

    Parceria FCM-MG/ Universidade Miami

    A parceria da Faculdade Ciências Médicas com a Universidade de Miami começou em 2015, com uma visita do diretor José Celso a instituição americana. A internacionalização era um desejo FCM-MG para proporcionar aos alunos a experiência de um internato no exterior, incorporado ao currículo deles de acordo com diretrizes do MEC.

    A iniciativa foi aprovada em uma assembleia, contemplando alunos do 5º e 6º períodos de medicina, que farão o internato na Universidade de Miami, escolhendo uma das seis áreas de atuação:  cirurgia geral, pediatria, ginecologia e obstetrícia, urgência e emergência, trauma e clínica médica. Em fevereiro de 2019, uma turma de 18 alunos do curso de medicina das Ciências Médicas, vai fazer o internato em Miami, por 14 semanas.

    Para o preceptor da turma, Dr. Bruno Nahar, a experiência internacional será um desafio e uma conquista muito importante na formação profissional dos alunos. Mas, ressalta também que a parceria tem muita relevância para a Universidade de Miami, como uma forma de expansão da instituição para a américa do sul. Além disso, abre possibilidade futura para alunos americanos virem ao Brasil estudar áreas fortes de pesquisa como a infecto-parasitária, dengue, ente outras.

     

  • 19/11/2018

    O Urologista Bruno Nahar da Universidade de Miami apresentou no hospital Vila da Serra novas técnicas de cirurgia robótica. A vinda do cirurgião a Belo Horizonte faz parte da parceria firmada com a Feluma para disseminação da tecnologia no estado e formação de especialistas na área.

    Desta vez, ele fez duas cirurgias robóticas, com uma abordagem diferente na cirurgia da próstata. Uma oportunidade para os profissionais trocarem experiência, conhecerem o que vem sendo feito fora do país, nesta área, e também para os alunos, da Pós-graduação em robótica, acompanharem o procedimento e conheceram as diferentes técnicas de fazer a cirurgia.

    Além desta vinda programada do Dr. Bruno Nahar a capital mineira, a parceria da Universidade de Miami com a Feluma, também abrange o curso de Medicina da FCM-MG, com intercâmbio de alunos e a área da robótica, que envolve a Pós-graduação Ciências Médicas. No mês de outubro, profissionais que fazem a especialização, sob a coordenação dos professores José Eduardo Távora e Fernando Santos, estiveram no estado Americano para um treinamento no setor de robótica da Universidade.

    No módulo Miami da Pós-graduação os alunos participam de palestras, aulas e discussão de casos. Além disso, eles têm acesso a cirurgias robóticas, a dinâmica do centro cirúrgico de lá, e também praticam o que aprendem nos simuladores.

    Em entrevista à Feluma, o urologista destacou o pioneirismo da Fundação Educacional Lucas Machado em trazer a robótica pra Minas Gerais. “Eles tiveram uma visão importante, bem à frente da estrutura que tinha aqui no estado para trazer o robô. Porque não basta ter o equipamento altamente avançado, é preciso treinamento de equipe, manutenção contínua, material, custo de cada pinça, etc. Também é preciso informar a população sobre porque ter o robô, quais os benefícios, porque se deve fazer a cirurgia, porque estamos investindo nesta tecnologia. Então isso foi algo pioneiro de toda a liderança aqui da Feluma e realmente impressionou a maneira rápida que eles fizeram isso e a maneira correta”.

    O médico também destacou a iniciativa da Feluma em criar o curso de Pós-graduação da robótica, para formar profissionais. Uma maneira de disseminar a técnica deixando um legado de futuros cirurgiões robóticos. “No Brasil poucos grupos queriam disseminar a técnica e aqui foi diferente, foi criado o curso de Pós-graduação, para treinar tudo mundo. Essa maneira que foi feita, levou a este resultado de sucesso: 600 cirurgias robóticas até agora. Só tenho a parabenizar o grupo”.

     

     

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