• 25/06/2019

    O Hospital Universitário Ciências Médicas incentiva a doação e orienta para a necessidade desse gesto de solidariedade.

    No mês em que se comemora o Dia Mundial do Doador de Sangue o estado de Minas vive um período com grande número de casos de dengue. Um problema que além de reduzir a quantidade de doadores, também acaba demandando mais sangue para pacientes com dengue que precisam de transfusão de plaquetas, de hemácias e muitas vezes o fornecimento pela Fundação Hemominas fica comprometido para atendimento eletivo.

    O reflexo é sentido nos hospitais da capital e no Hospital Universitário Ciências Médicas, não é diferente. A instituição que atende 100% pacientes do SUS, faz cirurgias de alta complexidade, como cardíacas e transplantes renais e para isso realiza, em média, 210 transfusões por mês.

    Para garantir o atendimento o HUCM conta com uma Agência Transfusional, com FREEZER, geladeiras e agitador de plaquetas adequados ao armazenamento dentro das normas técnicas. O local funciona 24h por dia para atender a todos os pacientes de cirurgia, CTI e unidades de internação.

    Por isso falar sobre a necessidade da doação de sangue é sempre muito importante, mas o que representa na prática doar sangue? O que acontece com o sangue doado? Você sabia que existe doação total e doação por aférese? Vamos conhecer um pouco mais do processo de doação com a Hematologista Patrícia Fischer Cruz, responsável pela Agência Transfusional do Hospital Universitário Ciências Médicas.

    Ela explica, que o sangue é produzido na medula óssea e contém várias células sendo 3 as mais importantes: hemácias, que levam oxigênio para os órgãos do corpo, os leucócitos, responsáveis pela defesa e as plaquetas, que ajudam na coagulação. Mas não é só isso, o sangue contém o plasma, que tem outros fatores de coagulação. Lembrando que a coagulação do sangue evita que o paciente tenha hemorragia.

    Com estes componentes o sangue que circula no nosso corpo é chamado de Sangue Total e por isso existe a doação total, feita por um adulto que consegue doar uma bolsa de sangue. Este sangue vai para um setor chamado de fracionamento onde é feita a separação destes componentes em 1 bolsa de hemácias, 1 unidade de plaquetas, 1 unidade de plasma fresco congelado e 1 unidade de CRIOPRECIPITADO, originário do plasma, que também ajuda a tratar problemas de coagulação.

    Esta doação de sangue total é a mais comum, mas existe também a doação por aférese que pode salvar mais vidas. Neste caso o doador fica associado a uma máquina que centrifuga o sangue e separa as células, como explica a dra. Patrícia:

    “Hoje é muito comum a doação de plaqueta por aférese, onde um único doador consegue doar de 8 a 16 unidades de plaquetas. Só para se ter uma ideia, quando um paciente precisa de plaquetas usa por quilo de peso. Então, um homem de 50 kg precisa de 5 unidades de plaquetas. Se for por doação normal este paciente vai precisar de 5 unidades de doadores diferentes, no caso da aférese ele vai precisar de apenas 1 doador”.

     

  • 21/05/2019

    A Faculdade Ciências Médicas inaugurou no dia 14/5, o Centro de Memória, localizado no térreo da Faculdade.

    Na ocasião, mais de 130 pessoas participaram, entre representantes da Academia Mineira de Medicina, dirigentes de museus, centros históricos e de cultura de Belo Horizonte, lideranças e profissionais da FELUMA, e doadores eméritos do Centro de Memória.

    Durante a solenidade, a museóloga e historiadora, Paola Cunha, fez a abertura e explicou o processo de composição do espaço. Em seguida, o curador, prof. Geraldo Magela Gomes da Cruz, ressaltou a importância da iniciativa para preservar e disseminar a história institucional e inserir a cultura no ambiente acadêmico da educação e ensino. Em seguida, Dr. Lucas Machado destacou momentos relevantes da trajetória do pai, fundador da Instituição, na época em que exercia a Medicina, e Dr. Wagner Eduardo Ferreira agradeceu a participação de todos, convidando os presentes para conhecer o Centro de Memória.

    O acervo conta com mais de 1.500 peças históricas que retratam a trajetória da instituição ao longo de quase sete décadas. Dessas, cerca de 350 estão em exposição, podendo ser vistas pelos visitantes. O Centro começou a ser montado, em 2016, com curadoria do professor Geraldo Magela Gomes da Cruz.

    Dois anos mais tarde, em 2018, o trabalho de higienização e catalogação do acervo foi iniciado. Foram identificados recursos didáticos, como projetores de slides e retroprojetores, materiais de laboratório, equipamentos usados em consultas e tratamentos, livros, mobiliário, fotografias, documentos institucionais e muitos outros objetos.

    O Centro de Memória já está aberto ao público, de segunda à sexta, das 10h às 17h. Para saber mais, entre em contato pelo telefone 3248-7248 ou pelo e-mail centrodememoria.feluma@feluma.org.br.

     

  • 10/05/2019

    O Instituto Agos realizou, no último domingo, 5/5, a aplicação das provas objetivas dos processos seletivos para ingresso de médicos cooperados da Unimed-BH e da Unimed-Lavras.

    385 candidatos compareceram ao local, concorrendo a 62 vagas, de 23 especialidades médicas distintas, para médicos cooperados da Unimed-BH, e 22 vagas, de 18 especialidades médicas distintas, da Unimed-Lavras.

    A aplicação das provas contou com a participação de 50 colaboradores da FELUMA e seus Institutos, a fim de garantir a máxima segurança ao processo seletivo, um dos princípios norteadores do Instituto Agos.

    As provas, os gabaritos oficiais e a digitalização dos gabaritos individuais dos candidatos foram disponibilizados no Portal do Candidato, no dia seguinte ao concurso, ocasião na qual também foi aberto o prazo para recurso.

    A divulgação dos resultados finais está prevista para o dia 21 de junho de 2019, e as solenidades de posse dos médicos para o dia 07 de agosto, conforme disposto nos Editais respectivos. Posteriormente, nos dias 09 e 10 de agosto, os candidatos aprovados deverão participar dos Treinamentos de Integração oferecidos pela Unimed-BH e Unimed-Lavras, ato que dará encerramento aos processos de seleção dos médicos cooperados de 2019 das referidas singulares.

  • 03/05/2019

    O pioneirismo da Feluma, Fundação Educacional Lucas Machado, em trazer para Minas Gerais a cirurgia robótica colocou o Estado em evidencia, no Brasil, quanto ao uso da nova tecnologia. Já são 4 robôs atuando na capital mineira, sendo três deles adquiridos pela Feluma e instalados em hospitais parceiros, contabilizando mais de 1000 cirurgias, em pouco mais de 2 anos de atuação da robótica em Belo Horizonte.

    A importância desta parceria para Minas foi observada durante o 1º Workshop de Cirurgia Robótica Ciências Médicas, que além de promover a troca de experiências entre especialistas na área, também foi uma grande oportunidade de fortalecer a integração entre o corpo clinico dos três hospitais parceiros da Feluma – Hospital Felício Rocho, Hospital Vera Cruz e Hospital Vila da Serra.

    Participaram do evento cirurgiões da robótica que atuam na capital, e também cirurgiões convidados de São Paulo e do Rio de Janeiro. Entre eles, o doutor Duarte Miguel Ferreira Rodrigues Ribeiro, ginecologista e cirurgião robótico de São Paulo, que tem no currículo mais 1000 cirurgias feitas com robôs. Ele veio a Minas para ministrar duas palestras, nas quais destacou as vantagens deste inovador instrumento utilizado a serviço da assistência ao paciente. O médico também apresentou várias experiências e apontou a robótica como benéfica em todos os procedimentos. Para ele o uso de robôs não é o futuro, mas o presente da medicina. Também elogiou a Faculdade Ciências Médicas pela importante iniciativa de ofertar a disciplina optativa de cirurgia robótica aos alunos.

    Também participou do Workshop o urologista de São Paulo, Thiago Santana. Ele abriu o evento ministrando as palestras: “Elaboração de um projeto robótico: princípios, estratégias e custos” e “Cistectomia robótica: ganhos com o uso da plataforma robótica”.

    O encontro na Faculdade Ciências Médicas reuniu cirurgiões das áreas de urologia, ginecologia, cirurgia torácica, proctologia e cirurgia geral. Foram dois dias de palestras, debates e estudo de casos, onde as imagens mostraram por si as inúmeras vantagens, para o paciente, da cirurgia minimamente invasiva. Para o cirurgião, os benefícios destacados foram a ampliação do foco, a imagem 3D, a firmeza do braço do robô e um detalhe muito importante, a postura. Na palestra apresentada pelo Dr. Cláudio Crispi, do Rio de Janeiro, o aspecto da ergonomia na cirurgia robótica em relação à videolaparoscopia não tem comparação. Para ele, a condição de trabalho favorável reflete num desempenho ainda melhor, e destacou cirurgias que duram até 12 horas, onde o conforto do console ameniza o cansaço.

    O público presente, o corpo clínico dos hospitais parceiros da Feluma, médicos convidados e estudantes da graduação e pós-graduação tiveram também informações importantes sobre custos, otimização do equipamento, armazenamento e novidades em cirurgia robótica.

    Na palestra do diretor Sênior da Ethicon Brasil, divisão de produtos cirúrgicos da Johnson e Johnson, Fabrício Campolina, o destaque foi a transformação digital mudando a forma como as atividades vão ser feitas na área da saúde, na próxima década. A tecnologia vai permitir ao profissional tempo para um contato mais humanizado com o paciente, vai aumentar a produtividade dos hospitais, permitindo mais acesso, maior padrão de cuidado e vai atuar ainda na educação continuada, aumentando a velocidade do aprendizado e reduzindo custos.

    “ Hoje a cirurgia robótica ainda é algo de nicho. No Brasil só é feita uma a cada 1000 cirurgias que poderiam usar a tecnologia.  Mas, não há dúvida que nas próximas décadas vai haver uma democratização da cirurgia digital e que este benefício vai poder chegar a muito mais pacientes. Praticamente no final da próxima década, todos os hospitais vão oferecer cirurgia digital e,provavelmente, 30 a 40 % dos procedimentos vão ser feitos com esta ferramenta.”

    Para o diretor técnico do Instituto de Cirurgia Robótica de Minas Gerais, Dr. José Eduardo Távora,o encontro foi muito importante tanto pela troca de experiência entre os profissionais, quanto para os alunos que participaram. Destacou ainda que este foi apenas o primeiro de vários encontros. “O cirurgião e os alunos precisam aprender a usar a tecnologia em seu favor, apurando a técnica cirúrgica com refinamento da magnificação da imagem e a visão 3D. O benefício final e do paciente.”

     

  • 25/04/2019

    A parceria entre a Feluma, Fundação Educacional Lucas Machado, e o Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro(HMDCC) proporcionou, aos alunos do curso de Medicina da Faculdade Ciência Médicas de Minas Gerais, mais um importante campus de aprendizado prático. O Hospital, 100% SUS, inaugurado em 2018, começa agora a receber estudantes e residentes através do NEPE, o Núcleo de Estudo, Pesquisa e Extensão do HMDCC, e a experiência já traz bons resultados.

    Marina Paixão de Madrid Whyte é aluna do 6º ano de Medicina, e conta que neste ano os alunos fazem internato supervisionado de clínica e cirurgia, tanto no Hospital Universitário Ciências Médicas, quanto nos hospitais parceiros. São cerca de 12 alunos na cirurgia e 12 na clínica por período, e cada grupo fica um mês em cada unidade hospitalar acompanhando as equipes médicas no atendimento aos pacientes.

    A turma de Marina fez o internato no Hospital Metropolitano Dr. Celio de Castro. Ela conta que 4 professores da Faculdade, que também atuam no hospital como médicos, ficam responsáveis por grupos de 3 alunos cada. Sob a supervisão do professor, este grupo, além de acompanhar os pacientes, também se reúne para discutir casos clínicos e outros temas relevantes à formação médica, como explica a aluna: “Houve um grupo de discussão sobre regulação da saúde pública, e nele o professor Leonardo Florêncio convidou a diretora executiva do hospital, Maria do Carmo, para falar sobre a experiência dela neste segmento; foi um momento muito importante de aprendizado para todos nós.”

    Os internatos proporcionam aos alunos experiências que serão levadas por toda vida, e no caso do HMDCC essa troca de conhecimento é muito válida já que a equipe multidisciplinar do Hospital começou, recentemente, a ter o acompanhamento de estudantes. A participação deles na vida hospitalar além de aprendizado, representa aos pacientes um cuidado a mais, afinal recebem a visita do médico e professor, e posteriormente a dos alunos. Isso além do tempo que estes estudantes dedicam para conversar com pacientes e familiares.

Voltar ao topo