1º Workshop de Cirurgia Robótica CMMG reúne especialistas de MG, SP e RJ para importante troca de experiências

03/05/2019

O pioneirismo da Feluma, Fundação Educacional Lucas Machado, em trazer para Minas Gerais a cirurgia robótica colocou o Estado em evidencia, no Brasil, quanto ao uso da nova tecnologia. Já são 4 robôs atuando na capital mineira, sendo três deles adquiridos pela Feluma e instalados em hospitais parceiros, contabilizando mais de 1000 cirurgias, em pouco mais de 2 anos de atuação da robótica em Belo Horizonte.

A importância desta parceria para Minas foi observada durante o 1º Workshop de Cirurgia Robótica Ciências Médicas, que além de promover a troca de experiências entre especialistas na área, também foi uma grande oportunidade de fortalecer a integração entre o corpo clinico dos três hospitais parceiros da Feluma – Hospital Felício Rocho, Hospital Vera Cruz e Hospital Vila da Serra.

Participaram do evento cirurgiões da robótica que atuam na capital, e também cirurgiões convidados de São Paulo e do Rio de Janeiro. Entre eles, o doutor Duarte Miguel Ferreira Rodrigues Ribeiro, ginecologista e cirurgião robótico de São Paulo, que tem no currículo mais 1000 cirurgias feitas com robôs. Ele veio a Minas para ministrar duas palestras, nas quais destacou as vantagens deste inovador instrumento utilizado a serviço da assistência ao paciente. O médico também apresentou várias experiências e apontou a robótica como benéfica em todos os procedimentos. Para ele o uso de robôs não é o futuro, mas o presente da medicina. Também elogiou a Faculdade Ciências Médicas pela importante iniciativa de ofertar a disciplina optativa de cirurgia robótica aos alunos.

Também participou do Workshop o urologista de São Paulo, Thiago Santana. Ele abriu o evento ministrando as palestras: “Elaboração de um projeto robótico: princípios, estratégias e custos” e “Cistectomia robótica: ganhos com o uso da plataforma robótica”.

O encontro na Faculdade Ciências Médicas reuniu cirurgiões das áreas de urologia, ginecologia, cirurgia torácica, proctologia e cirurgia geral. Foram dois dias de palestras, debates e estudo de casos, onde as imagens mostraram por si as inúmeras vantagens, para o paciente, da cirurgia minimamente invasiva. Para o cirurgião, os benefícios destacados foram a ampliação do foco, a imagem 3D, a firmeza do braço do robô e um detalhe muito importante, a postura. Na palestra apresentada pelo Dr. Cláudio Crispi, do Rio de Janeiro, o aspecto da ergonomia na cirurgia robótica em relação à videolaparoscopia não tem comparação. Para ele, a condição de trabalho favorável reflete num desempenho ainda melhor, e destacou cirurgias que duram até 12 horas, onde o conforto do console ameniza o cansaço.

O público presente, o corpo clínico dos hospitais parceiros da Feluma, médicos convidados e estudantes da graduação e pós-graduação tiveram também informações importantes sobre custos, otimização do equipamento, armazenamento e novidades em cirurgia robótica.

Na palestra do diretor Sênior da Ethicon Brasil, divisão de produtos cirúrgicos da Johnson e Johnson, Fabrício Campolina, o destaque foi a transformação digital mudando a forma como as atividades vão ser feitas na área da saúde, na próxima década. A tecnologia vai permitir ao profissional tempo para um contato mais humanizado com o paciente, vai aumentar a produtividade dos hospitais, permitindo mais acesso, maior padrão de cuidado e vai atuar ainda na educação continuada, aumentando a velocidade do aprendizado e reduzindo custos.

“ Hoje a cirurgia robótica ainda é algo de nicho. No Brasil só é feita uma a cada 1000 cirurgias que poderiam usar a tecnologia.  Mas, não há dúvida que nas próximas décadas vai haver uma democratização da cirurgia digital e que este benefício vai poder chegar a muito mais pacientes. Praticamente no final da próxima década, todos os hospitais vão oferecer cirurgia digital e,provavelmente, 30 a 40 % dos procedimentos vão ser feitos com esta ferramenta.”

Para o diretor técnico do Instituto de Cirurgia Robótica de Minas Gerais, Dr. José Eduardo Távora,o encontro foi muito importante tanto pela troca de experiência entre os profissionais, quanto para os alunos que participaram. Destacou ainda que este foi apenas o primeiro de vários encontros. “O cirurgião e os alunos precisam aprender a usar a tecnologia em seu favor, apurando a técnica cirúrgica com refinamento da magnificação da imagem e a visão 3D. O benefício final e do paciente.”

 

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